Live Chat | 🇵🇹 Portugal
FoxyBlush
Subscreva a nossa newsletter e obtenha 10% de desconto na sua primeira compra Envio gratuito para encomendas acima de 90€ Envio discreto
InícioBlogLubrificante à base de água ou de silicone: qual escolher
Blog FoxyBlush

Lubrificante à base de água ou de silicone: qual escolher

Comparativo prático entre lubrificante à base de água e de silicone: compatibilidade com brinquedos e preservativos, duração, limpeza e o que ler no rótulo.

Lubrificante de Silicone Mega Power Eros 250 ml

A escolha resolve-se com três perguntas. Vais usar com brinquedos de silicone? Vais usar dentro de água? Quanto tempo queres que dure sem reaplicar? Se a resposta à primeira for sim, usa água: o lubrificante de silicone pode degradar a superfície dos brinquedos de silicone, e quando degrada não há recuperação. Se vais para o duche ou queres uma sessão longa, o silicone ganha com folga — não evapora e rende muito por gota. Para tudo o resto, a água chega e sobra. Fica de fora o óleo, que é o que não combina com preservativos de látex.

Porque é que o silicone e os brinquedos de silicone não se dão bem

Um brinquedo de silicone é um polímero curado; um lubrificante de silicone é feito de polímeros da mesma família — nos rótulos aparecem como dimeticone, ciclometicone ou dimeticonol. Materiais quimicamente parecidos dão-se demasiado bem: em contacto prolongado, a superfície do brinquedo pode absorver parte do lubrificante e inchar ligeiramente.

O risco varia com o tipo de silicone do brinquedo — os de platina, medicinais, são mais reticulados e aguentam melhor do que os curados a estanho — e com a fórmula do lubrificante. Nota-se por a superfície ficar pegajosa ou perder o brilho, e chegado esse ponto não recupera. Como não vale a pena descobrir isso com um brinquedo caro, a regra prática é usar água.

Se herdaste um frasco e não sabes o que tem lá dentro, procura esses nomes na lista de ingredientes: se algum lá estiver, é de silicone. Quem tem uma gaveta de brinquedos sexuais de silicone faz melhor em manter à mão um frasco de lubrificante à base de água: usa-se com tudo sem pensar duas vezes, e é por aí que se começa, quando se compra o primeiro frasco de lubrificante íntimo.

O que ganha a base de água

A compatibilidade: serve com preservativos de látex e de poli-isopreno, com brinquedos de silicone, vidro, aço inoxidável e ABS rígido, e com os materiais porosos tipo TPE. A limpeza é simples: sai com água, sem sabão, e não deixa película na banheira.

A contrapartida é a duração: parte da fórmula é água, e a água evapora e é absorvida pela pele. Em vez de deitares mais produto, humedece com água: muitas fórmulas, sobretudo as que levam glicerina, voltam a deslizar com umas gotas. Reaplicar é a forma normal de usar esta base, não um falhanço.

Para uso corrente, um frasco médio resolve quase tudo e rende mais por utilização do que ir repondo embalagens pequenas: o Lubrificante à Base de Água CoolMann BodyGlide Cobeco Pharma 150 ml é dessa escala. Para quem usa pouco, ou para um primeiro frasco, o Lubrificante à Base de Água 2 em 1 Eros 100 ml chega bem: sendo à base de água, é compatível com preservativos de látex e com brinquedos de silicone, vidro, aço e ABS.

O que ganha a base de silicone

O silicone ganha em duas coisas: dura mais e não se importa com a água. Não contém água: não evapora nem se dilui, e num duche ou numa banheira aguenta-se muito melhor do que um gel de água, que se dilui à primeira. Sai à mesma com sabão e a esfregar; o que não basta é passar-lhe água por cima. É por isso que se compra em formato grande sem receio: gasta-se devagar, e o Lubrificante de Silicone Mega Power Eros 250 ml é dessa família.

A textura é mais sedosa e rende: uma ou duas gotas cobrem uma área grande. As desvantagens são conhecidas: precisa de sabão para sair da pele, deixa um filme escorregadio na base do duche que convém lavar logo, e não é a escolha óbvia para brinquedos de silicone. Há lubrificantes de silicone rotulados como próprios para brinquedos, e aí manda o rótulo; sem essa indicação expressa, é água.

Tabela: água contra silicone

CritérioBase de águaBase de silicone
Duração por aplicaçãoCurta a média; pede reaplicaçãoLonga; não evapora
Preservativo de látexCompatívelCompatível
Brinquedos de siliconeCompatívelSó se o rótulo o indicar
Vidro, aço, ABSCompatívelCompatível
TPE e TPR (porosos)Preferível; deixa menos resíduoDifícil de remover
Dentro de águaDilui-seAguenta-se muito melhor
Limpeza da peleSó águaÁgua e sabão

Híbridos: a que se prestam

Um híbrido é uma fórmula à base de água com uma pequena percentagem de silicone em emulsão, normalmente dimeticone: fica mais sedoso e seca menos depressa do que um gel de água puro. O que os rótulos raramente esclarecem é a compatibilidade com brinquedos de silicone — alguns fabricantes indicam expressamente que é seguro, outros calam-se, e o silêncio não é uma autorização. A regra que não falha: se o brinquedo é de silicone e custou dinheiro, usa água pura e guarda o híbrido para a pele, o vidro e o metal.

Para comparar rótulos, percorre a página de lubrificantes a olhar para a base e para a lista de ingredientes. Se quiseres o panorama todo, há o guia sobre como escolher o lubrificante íntimo.

Preservativos: os dois servem, o problema é o óleo

Água e silicone servem os dois, com látex e com poli-isopreno. Quem estraga látex é o óleo, e isso inclui a vaselina e os cremes hidratantes do armário da casa de banho — os improvisos caseiros ficam todos de fora. Em caso de dúvida sobre a integridade de um preservativo, fala com um profissional de saúde ou pergunta na farmácia.

O que vale mesmo a pena ler no rótulo

Há coisas no rótulo que valem mais do que a frente da embalagem.

pH e osmolalidade. O ambiente vaginal é ácido, entre 3,8 e 4,5, e a zona anal está mais perto do neutro; escolher um pH próximo do da zona onde vai ser usado é um critério de conforto, e alguns rótulos indicam-no. A osmolalidade mede quantas partículas dissolvidas há na fórmula, em mOsm/kg, e compara-se com os fluidos corporais, à volta dos 280 a 300: acima disso a fórmula diz-se hiperosmolar e tende a puxar água dos tecidos com que está em contacto, o que em uso repetido pode dar desconforto. É por isso que a nota consultiva da Organização Mundial da Saúde e do UNFPA sobre lubrificantes usados com preservativo, de 2012, aponta como desejáveis valores até cerca de 380 mOsm/kg; os 1200 mOsm/kg que também refere são o limite máximo aceite a título transitório, não uma meta.

Marcação CE e prazo depois de aberto. Na União Europeia a maior parte dos lubrificantes íntimos é classificada como dispositivo médico e traz a marcação CE: é o mínimo, não um selo de qualidade, mas a ausência dela é motivo para desconfiar. Ao lado costuma estar o símbolo do frasco aberto com 12M ou 6M — o prazo de utilização a contar da primeira abertura, diferente da data de validade.

Glicerina e aromas. A glicerina dá corpo e atrasa a secagem, e é das principais responsáveis pelas osmolalidades altas nas fórmulas de água — daí haver quem procure fórmulas sem ela. O mesmo vale para aromas, sabores e efeitos de calor ou frio: quanto mais curta for a lista de ingredientes, menos variáveis há em jogo.

Casos concretos

  • Vibrador, dildo ou plug de silicone: água, a não ser que o rótulo do lubrificante indique expressamente o contrário.
  • Duche, banheira ou sessão longa: silicone, pela duração e por não se diluir.
  • Sexo oral: água, e é aqui que os aromatizados fazem sentido; o silicone não tem sabor, mas fica na boca muito tempo.
  • Uso anal: como a zona não produz lubrificação suficiente para o atrito nem responde à excitação como a vaginal, a quantidade importa tanto como a base: convém usar bastante e repor a meio, antes de fazer falta. Se o plug ou o dildo forem de silicone, é água. Há mais detalhe no guia de sexo anal para quem está a começar.
  • Masturbadores de TPE ou TPR: água. São materiais porosos: absorvem parte do que lhes puserem e nunca ficam limpos por dentro, e o de água é o que deixa menos resíduo. A base recomendada costuma vir na embalagem dos masturbadores.

Para montar a gaveta de raiz, dois frascos cobrem quase tudo: um à base de água para o dia a dia e para os brinquedos, e um de silicone para dentro de água. Dá para comparar os dois na gama completa de lubrificantes.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor lubrificante à base de água?

O melhor é o que corresponde ao uso que tens em mente, e compara-se por critérios objetivos: lista de ingredientes curta, pH indicado no rótulo, marcação CE e, se o fabricante a publicar, a osmolalidade. Em compatibilidade não há decisão a tomar: qualquer fórmula à base de água serve com brinquedos e preservativos, e a diferença está na textura e na duração. Para uso regular, compensa um frasco de 100 a 150 ml.

Posso usar lubrificante de silicone num brinquedo de silicone?

Sem indicação expressa do fabricante, não. Os dois materiais são quimicamente parecidos e o contacto prolongado pode fazer com que a superfície do brinquedo absorva parte do lubrificante, inche e fique pegajosa ou baça sem voltar atrás. Não acontece à primeira utilização, mas é cumulativo, e o risco varia com o tipo de silicone. Existem lubrificantes de silicone rotulados como próprios para brinquedos, e aí manda o rótulo; fora esses, usa base de água.

O lubrificante de silicone estraga o preservativo?

Não. Tanto o de silicone como o de água são compatíveis com preservativos de látex e de poli-isopreno. O que não combina com látex é o óleo: vaselina, óleo de bebé, óleos alimentares, manteigas corporais e vários cremes hidratantes enfraquecem o material. Havendo preservativo, escolhe entre água e silicone e deixa o óleo de fora.

Quanto lubrificante se deve usar?

Mais do que parece necessário, e reaplica antes de fazer falta, não depois. Com a base de água conta com ter de reaplicar durante a utilização, porque parte da fórmula evapora e é absorvida pela pele; com a base de silicone uma ou duas gotas cobrem uma área grande e duram bastante mais.

Pronto para escolher? Ver Lubrificantes íntimos