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Qual o melhor lubrificante? Depende do uso

O melhor lubrificante não existe em abstrato: existe o melhor para cada uso — com tabela por base, pH e osmolalidade.

Lubrificante à Base de Água CoolMann BodyGlide Cobeco Pharma 150 ml

Não existe o melhor lubrificante em abstrato: existe o melhor para aquilo que vais fazer com ele. Para o dia a dia e sempre que houver brinquedos pelo meio, base de água. Para sessões longas, dentro de água ou para sexo anal, base de silicone. Para pele sensível, a lista de ingredientes mais curta e sem fragrância. Se só querias a resposta, já a tens.

A resposta curta, uso a uso

O que vais fazerBase a escolherPorquê
Dia a dia, penetração vaginalÁguaServe com todos os materiais e sai com água
Com brinquedos de siliconeÁguaO de silicone pode alterar a superfície do brinquedo
Sexo analSilicone, ou água espessaNão seca, e o corpo não lubrifica ali com a excitação
Com preservativo de látexÁgua ou siliconeProdutos com óleo degradam o látex
Sexo oralÁgua, com ou sem saborO sabor só tem função aqui
MasturbaçãoÁgua ou siliconeO silicone dura a sessão toda; com brinquedo, água
No duche ou na banheiraSiliconeA água leva o aquoso muito depressa
Pele sensívelÁgua, sem fragrânciaLista curta e previsível

Se já sabes o que procuras, vai direto à gama de lubrificantes íntimos. O porquê vem a seguir.

As características que decidem a compra

Quatro coisas objetivas decidem, e nenhuma tem a ver com a embalagem.

  • Base. É a decisão principal. A água serve com tudo e sai com água, mas seca; o silicone dura muito mais e pede sabão; o híbrido obriga a ler o rótulo; o óleo fica fora se houver látex.
  • Textura. O líquido escorre; o gel fica onde é posto e controla-se melhor de pé ou no duche.
  • Compatibilidade. Há duas perguntas a fazer: combina com o teu preservativo? E com o material do teu brinquedo?
  • Ingredientes e validade. Fragrâncias, aromatizantes e efeitos de calor ou frio são acrescentos: quanto menos houver, mais previsível é o produto. E um frasco aberto não dura para sempre — um dispositivo médico traz data de validade, um cosmético traz o símbolo do frasco aberto com os meses de uso: 12M, 6M.

O guia como escolher o lubrificante íntimo percorre cada base uma a uma.

Melhor lubrificante para mulher: o que muda de facto

São três coisas numa: o conforto, a compatibilidade com o corpo e o que fazer quando a lubrificação natural desce.

Em conforto, a base de água é o melhor ponto de partida: a textura aproxima-se da natural, serve com os preservativos e materiais de uso corrente e sai com um duche. Põe pouco, espalha com os dedos e acrescenta quando secar — reaplicar faz parte do uso de um lubrificante aquoso. O Lubrificante à Base de Água 2 em 1 Eros 100 ml dá para semanas; antes de fechares a compra, compara o preço por mililitro com o do frasco de 150 ml da mesma gama, porque entre formatos próximos o maior costuma sair bastante mais barato.

pH: o que quer dizer o número do rótulo

O pH mede o grau de acidez. O ambiente vaginal de uma mulher em idade fértil é ácido — o intervalo habitualmente indicado é de 3,8 a 4,5 — e o reto está perto do neutro, à volta de 7. Daí os rótulos de "pH equilibrado" e as fórmulas anunciadas para uso anal. Um pH declarado é um dado de composição: diz que o fabricante mediu e mostrou o valor.

Osmolalidade: o dado que vale a pena procurar no rótulo

A osmolalidade mede quantas partículas dissolvidas há no lubrificante, por quilo de água. Os fluidos do corpo andam à volta dos 280 a 300 mOsm/kg, e um lubrificante muito acima disso puxa água das células da mucosa em vez de a deixar em paz. Uma nota de orientação da Organização Mundial da Saúde, de 2012, sobre lubrificantes usados com preservativos aponta como desejável ficar abaixo de 380 mOsm/kg e não passar dos 1200. Se a embalagem não traz o valor, a glicerina e o propilenoglicol no topo da lista são os componentes associados a valores mais altos.

Secura: variação normal e onde acaba a nossa alçada

A lubrificação natural varia com a fase do ciclo, com o pós-parto e a amamentação, com a menopausa, com o cansaço e com vários medicamentos comuns. Acontece a toda a gente, e é para esse desconforto do momento que existe um lubrificante. O que um lubrificante não é: uma resposta clínica. Se a secura for persistente, dolorosa ou nova, ou se aparecer ardor, essa conversa é com um médico ou farmacêutico. Para o dia a dia, as bases estão todas aqui lado a lado.

Uso a uso, com os pormenores

Com brinquedos

Com brinquedos de silicone, base de água: o lubrificante de silicone e o brinquedo são materiais próximos, e o contacto repetido pode deixar a superfície do brinquedo pegajosa ou baça. Com vidro, aço e ABS isso não acontece. Se for TPE ou TPR — os materiais mais comuns nos brinquedos baratos — usa água na mesma: são porosos e absorvem o que lhes puseres em cima. Um frasco generoso como o Lubrificante à Base de Água CoolMann BodyGlide Cobeco Pharma 150 ml cobre a gaveta de brinquedos sexuais toda.

Sexo anal

Aqui o lubrificante deixa de ser um extra, porque o reto não produz lubrificação com a excitação como a vagina produz. A quantidade certa é sempre mais do que parece preciso, e reaplicar a meio faz parte. O silicone aguenta mais tempo sem secar; com brinquedo de silicone, usa água espessa — e aqui a osmolalidade conta a dobrar: se a glicerina ou o propilenoglicol vierem no topo da lista, procura outro. Devagar e sem forçar: dor não é um passo do processo, é o sinal para parar. O guia de sexo anal desenvolve a preparação.

Com preservativo

Água e silicone combinam com látex. Óleo, não — e isso inclui vaselina, cremes de corpo e óleos de cozinha. A mesma regra vale para o poli-isopreno, o material mais comum nos preservativos sem látex; só o poliuretano aguenta óleo, e mesmo aí manda a embalagem. Uma gota, só uma, dentro da ponta antes de desenrolar é hábito comum; mais do que isso e o preservativo escorrega.

Sexo oral

É o único uso em que o sabor tem função; nos restantes é ingrediente a mais. Base de água — e o frasco dizer morango não muda a compatibilidade com o preservativo.

Masturbação

Com a mão, o silicone aguenta a sessão sem precisares de reaplicar, e é aí que a diferença de duração se nota mais. Com masturbadores de silicone volta a regra do material: base de água. Nos outros, manda a embalagem.

Dentro de água

No duche ou na banheira, a base de água desaparece quase de imediato. Na prática, o silicone é a escolha que se mantém — o óleo também resiste à água, mas fica fora de questão se houver preservativo. O Lubrificante de Silicone Mega Power Eros 250 ml rende muito, porque se usa pouco de cada vez. Em contrapartida, o silicone deixa a banheira escorregadia e precisa de sabão para sair da pele.

Pele sensível

Lista curta, sem fragrância, sem aromatizantes e sem efeitos de calor ou frio — são ingredientes acrescentados e, quanto menos houver, mais previsível é o produto. Convém experimentar primeiro numa zona pequena da pele. Se causar desconforto, deixa de usar: não vale a pena insistir só porque o frasco ainda está cheio.

Três erros que se pagam caro

  • Improvisar com o que está na casa de banho. Vaselina, óleos alimentares e hidratantes de corpo não são feitos para mucosas nem combinam com látex.
  • Juntar silicone com silicone. Um brinquedo caro pode ficar com a superfície estragada por causa de um frasco muito mais barato do que ele.
  • Poupar na quantidade. Pôr de menos é dos erros mais comuns, e acrescentar é mais fácil do que tirar.

Vale a pena ter dois frascos em casa: água para o uso corrente e com brinquedos, silicone para durar sem reaplicar. Podes ver todos os lubrificantes e montar a dupla.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor lubrificante para mulher?

Depende do uso. Para o dia a dia, a base de água em gel acerta em mais situações: serve com qualquer preservativo e com brinquedos de qualquer material. Para mais duração, ou dentro de água, o silicone leva vantagem; em pele sensível, manda a lista de ingredientes.

O lubrificante à base de água pode ser usado com brinquedos de silicone?

Pode, e é a combinação indicada: a água é compatível com silicone, vidro, aço, ABS, TPE, TPR e látex. O que se deve evitar é o lubrificante de silicone em brinquedos de silicone, porque o contacto prolongado pode deixar a superfície pegajosa ou baça. Depois de usar, lava com água morna e sabão neutro, seca bem e só depois guarda.

Posso usar óleo de coco ou vaselina como lubrificante?

Não, se houver preservativo envolvido: os produtos com óleo enfraquecem o látex e comprometem a barreira — e isso inclui o óleo de coco. Fora isso, o óleo de coco não está formulado para mucosas, e a vaselina é pior: fica agarrada, custa a sair e mancha tecidos.

Qual é o melhor lubrificante para sexo anal?

Uma base de silicone, porque não seca numa zona onde o corpo não lubrifica com a excitação. Se o brinquedo for de silicone, a alternativa é água espessa em quantidade generosa, de preferência sem glicerina nem propilenoglicol no topo da lista. Em qualquer dos casos: mais do que parece preciso, ritmo lento e paragem imediata se doer.

Os lubrificantes de farmácia são melhores do que os de uma sex shop?

São o mesmo tipo de produto: partilham bases e as mesmas regras de compatibilidade. O que distingue um bom lubrificante é a base certa para o teu uso, uma lista de ingredientes que consigas ler e, quando existe, a indicação de pH e de osmolalidade. A diferença está no que se pode escolher: numa farmácia há tipicamente duas ou três referências à base de água e pergunta-se ao balcão; aqui as bases estão lado a lado, dos 30 ml ao litro, silicone incluído, e escolhe-se sem falar com ninguém. Para quem usa brinquedos ou faz sexo anal, isso conta.

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